Grupo PSD - Assembleia Municipal de Lisboa

VOTO DE PESAR - Major-General Jaime Neves
05 de Fevereiro de 2013
Foi com enorme pesar que se tomou conhecimento do falecimento do Major-General Jaime Neves, no passado dia 27 de Janeiro. Jaime Alberto Gonçalves das Neves, nascido a 24 de Março de 1936, prestou altos serviços às Forças Armadas e ao País, ao longo da sua vida e da sua brilhante e valorosa carreira militar. A História irá perpetuar que a 27 de Janeiro de 2013 morreu o Comando que manteve Portugal na Democracia.   A História irá perpetuar que a 27 de Janeiro de 2013 morreu o Comando que manteve Portugal na Democracia.

Nos momentos mais confusos e decisivos da história da jovem Democracia portuguesa, Jaime Neves teve sempre o discernimento para combater- o bom combate, quando, com outros, contribuiu para instaurar a liberdade em Portugal a 25 de Abril de 1974, quando a reinstaurou, de forma singular, a 25 de Novembro de 1975 e, ainda, quando soube recolher aos quartéis, recusando a deriva política que afectou tantos dos seus pares.

Tinha a favor dessa clarividência um apurado sentido patriótico e a noção exacta do que o País espera de um militar.

Granjeador dos melhores, era seguido incondicionalmente pelas suas tropas que impuseram às chefias militares o regresso do seu Comandante ao posto na Amadora, contra um saneamento sumário, então decidido.

Sabia agir no terreno com uma valentia feita coragem, mais do que de força, pautando sempre a sua ação de comando e de liderança, pela firmeza das suas atitudes, pela forma excecional como acompanhou e apoiou os seus homens, bem como pelos laços de camaradagem e amizade que criou e que irão perdurar para sempre na história dos «Comandos» e do Exército Português, como um exemplo a seguir.

Exemplo que, uma vez mais, mostrou honrando a grandeza dos guerreiros de outrora, quando obrigou os seus homens a suspenderem fogo sobre a Polícia Militar que acabara de abater dois dos seus.

Na reserva desde 1981, Jaime Neves era um dos mais medalhados comandos do Exército, tendo-se reformado com a patente de coronel.

Pela sua “Ação importantíssima na restauração da disciplina nas Forças Armadas”, conforme consta do alvará que conferiu, em 1995, ao então Coronel de Infantaria «Comando» Jaime Neves o grau de Grande-Oficial com Palma da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, a mais importante Ordem Honorífica Portuguesa, concedida pelo Presidente da República, Mário Soares,

A Capital não esquecerá o homem a quem deve a Liberdade do País, em momentos cruciais.

Para a história fica o exemplo de Português exemplar e de um defensor e construtor da democracia.

Lisboa presta condolências à Família do Major General Jaime Neves; presta homenagem aos Comandos. E assinala na Cidade a marca heróica deste homem sobre a História de Portugal no século XX.

Assim, propomos à Assembleia Municipal de Lisboa que:

  • a)    Delibere um voto de pesar e cumpra um minuto de silêncio pelo falecimento do Major-General Jaime Alberto Gonçalves das Neves;
  • b)    Apresente sentidas condolências e o teor da presente deliberação à Família, à Associação de Comandos e ao Centro Tropa Comandos.
  • c)  Desenvolva junto da Câmara Municipal de Lisboa os procedimentos necessários para que seja descerrado um memorial ao Major-General Jaime Neves junto ao teatro das operações do 25 de Novembro em Lisboa, na Calçada da Ajuda.

 

Lisboa, 4 Fevereiro 2013

 

A Direcção do

Grupo Municipal do PPD/PSD

Aprovado por maioria com os votos contra do PCP, partido "Os Verdes" e BE.



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